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Do Baú:

Sexta-feira, 27.03.09

 

                                        

 

                                          Um pouco de infinito

 

 

Por vezes perguntava-me porquê. Porquê aquele súbito entrever de um sentimento muito mais profudo, muito mais forte, mas tão fugidio, tão impenetrável! Vislumbrava-o apenas e já se esfumava, como se tivesse sido uma ilusão.

Mas não era. E eu sabia. Sentia-o ainda em mim, em todo o meu ser. Permanecia ainda a sensação de que algo de maravilhoso me penetrara, percorrera milhões de vezes a minha vida num segundo, nem tanto. E se fora.

Sentia ainda em mim a beleza desse momento vivo. Era como se tivesse compreendido de repente quem era, o que fazia ali, porque e como a vida se desenrolava entre tantas outras vidas, aparentemente desencontradas, aparentemente sem sentido. 

Parecia magia, mas não era! Era uma certeza tão sólida como todas as outras. Era como um elo entre mim e o universo, leve cumplicidade de ter encontrado, num relâmpago, o que me unia com o que até aí me parecera incongruente. 

Mas como explicar o que sentia nesses momentos? Como a linguagem é limitada! Mas como também é desnecessária!

Não sei agora, depois de tudo passar... É como se tivesse de novo regressado do infinito. Para de novo voltar.

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 11:09

Do Baú:

Segunda-feira, 23.02.09

 

 

Movo-me neste palco

inventando outras cenas

transformando o cenário

alterando os diálogos

recriando as personagens

 

O meu sonho já não cabe

nesta peça

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 13:17







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